COMPANHIA DO SORRISO

COMPANHIA DO SORRISO
ywaelsoncompanhiadosorriso.blogspot.com

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Fichamento 5

Alerta à resistência antibiótica em periodontia.

Ricardo Takiy SEKIGUCHI a, Cassia Tiemi FUKUDA a, Carla Andreotti DAMANTE b,Giorgio DE MICHELI c, Roberto Fraga Moreira LOTUFO c

a- Pós-graduando, nível Mestrado, Disciplina de Periodontia, Faculdade de Odontologia, USP;
b- Pós-graduando, nível Doutorado, Disciplina de Periodontia, Faculdade de Odontologia, USP;
c- Doutores, Disciplina de Periodontia, Faculdade de Odontologia, USP.

Revista de Odontologia da UNESP. 2007; 36(4): 299-304

“Entende-se por resistência bacteriana a drogas, a capacidade herdada ou adquirida que permite que um micror­ganismo sobreviva na presença de determinado antibiótico.”

“No Brasil, o uso de remédios em geral, cresce cada vez mais devido aos hábitos de automedicação da população. Tal hábito se deve historicamente à falta de fiscalização e repressão à venda de medicamentos sem prescrição3. Deve-se ainda ao despreparo de alguns profissionais da área de saúde e à dificuldade que a população enfrenta para obter algum tipo de tratamento. A realidade brasileira faz com que seja mais fácil usar o mesmo remédio recomendado a parentes e amigos a enfrentar as longas filas dos hospitais públicos para conseguir uma simples consulta.”

“Dados nacionais sobre a determinação dos padrões de susceptibilidade e, conseqüentemente, da resistência bacteriana são escassos. [... ] reflete a ausência de dados nacionais sobre o crescente aumento de bactérias resistentes aos antibióticos, principalmente na Odontologia.”

“A descoberta da penicilina por Alexander Flemming em 1928 revolucionou a história da medicina. Porém, logo após, descobriu-se que alguns microrganismos eram resistentes a essa substância.”

A resistência “ocorre basicamente devido a três mecanismos de aquisição de resistência an­timicrobiana: intrínseca, mutante e por meio de aquisição horizontal de material genético de outra bactéria.”

“O primeiro mecanismo implica no fato da resistência ser herdada, ou seja, é característica da espécie.[...] O segundo mecanismo, a mutação, é raro. Entretanto, a modifi­cação em um único nucleotídeo do DNA bacteriano é capaz de desencadear o processo de resistência. [...] A aquisição de material genético pode se dar por transformação, transdução ou conjugação.”

“O conhecimento dos mecanismos de resistência bac­teriana é de extrema importância para a compreensão e a correta medicação.”

Fatores que contribuem para a resistência

“Os principais fatores que contribuem para a resistência antibiótica são: uso generalizado na agricultura e na medi­cina veterinária, deficiência na cooperação do paciente, uso desnecessário e aspectos sócio-econômicos em países em desenvolvimento.”

“A cooperação do paciente é fator chave para a pro­blemática da resistência, pois o período ou freqüência da ingestão do medicamento é dificilmente controlado pelo profissional.”

“Alguns profissionais receitam sem prescrição e o paciente nesse caso não possui nem o acesso à informação correta. Esses erros na ingestão comprometem a meia-vida do medicamento, podendo resultar na resistência ao antibi­ótico. Outro aspecto seria o fato do uso desnecessário, que a “Aliança para o Uso Prudente de Antibióticos” (APUA) destaca.”

O que está sendo realizado para controlar a resistência antimicrobiana?

“No Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) iniciou uma campanha em 2003 com o objetivo de controlar a disseminação da resistência microbiana em serviços de saúde no país, por meio do conhecimento do perfil de resistência microbiana e adoção de medidas de prevenção e controle.”

Resistência antibiótica na periodontia

“No Reino Unido, a comunidade odontológica é res­ponsável por 7% das prescrições antibióticas realizadas. Apesar dos profissionais aprenderem na graduação que a maioria das infecções orais pode ser tratada por via mecânica e/ou cirúrgica sem o uso de antibióticos, dentistas prescrevem milhões de antibióticos por ano.”

“Antibióticos prescritos por dentistas são freqüentemente utilizados para tratamento de outras infecções não relacio­nadas com a cavidade bucal. Por exemplo, o metronidazol, prescrito em alguns casos de periodontite agressiva, é usu­almente indicado como coadjuvante no tratamento médico de giardíase, amebíase e vaginites. Tal fato pode resultar em futura seleção natural para a resistência antimicrobiana.”

“[...] a prescrição de antibióticos para infecções dentárias não é exclusividade dos dentistas, outros profissionais realizam tal prescrição, resultando no aumento da seleção natural para a resistência antimicrobiana.”

“Na última década, os antibióticos comumente prescritos na Periodontia, como a penicilina e a tetraciclina, têm demonstrado nítido aumento na resistência antimicrobiana. A explicação mais plausível seria a cres­cente eliminação das bactérias susceptíveis e surgimento de bactérias resistentes.”

Quando e como usar antibióticos na periodontia?

“A possibilidade de erradicar ou suprimir os periodontopató­genos da boca poderia reduzir o risco de uma recolonização subgengival e de uma futura atividade da doença.”

“Devemos prescrever antibióticos específicos a cada tipo de microorganismo presente na bolsa. Devemos considerar as características do paciente e situações de perda de inserção contínua, apesar da remoção mecânica do biofilme.”

“Os benefícios do uso de antibioticoterapia sistêmica para tratamento de doença periodontal crônica são controversos na literatura e ainda não se tem uma posição definida a esse respeito.”

“É imprescindível o aumento da freqüência do uso de antibiogramas a fim de que os profissionais obtenham o perfil de susceptibilidade antimicrobiana e não realizem a prescrição de forma aleatória, optando por antibióticos de amplo espectro.”

“A educação é vital, inclusive como auxi­liar na resolução dessa problemática. Os cursos de graduação e pós-graduação deveriam enfatizar o tópico a fim de reduzir o uso empírico e indiscriminado de antibióticos, a dissemi­nação e o impacto da resistência antibiótica no futuro.”

Fichamento 4

Atendimento Odontológico ao Paciente Portador de Doença de Von Willebrand.

Roberto Elias;Michele Christofaro; Flávia Bianchi Hid

“A doença de von Willebrand (DvW) foi descrita originalmente em 1926 pelo médico Erik von Willebrand. É uma doença de herança autossômica dominante causada por uma anormalidade quantitativa e qualitativa do fator de von Willebrand. Este fator é uma glicoproteína multimérica de alto peso molecular sintetizada pelas células endoteliais e megacariócitos.”

‘A classificação pela Sociedade Internacional para Trombose e Hemostasia (ISTH) identificou três tipos principais de DvW: A: tipo 1 (cerca de 80% dos casos), deficiência parcial quantitativa de FvW; B: tipo 2, anormalidade qualitativa do FvW com dois subtipos principais: subtipo 2ª com ausência de multímeros de alto peso molecular (HMW), e o subtipo 2B com aumento da afinidade do FvW a glicoproteína plaquetária 1B e secundária perda de multímeros HMW, usualmente acompanhado de trombocitopenia; C: tipo 3 deficiência severa de FvW com deficiência secundária de fator VIII (FVIII) em vários graus.”

“Para definir o tipo da DvW, são necessários os seguintes exames: 1- Dosagem do fator VIII coagulante, onde nos pacientes com a doença dos tipos I e II poderá estar normal ou discretamente reduzido e no tipo III esse fator está muito reduzido (menor que 5%) ; 2- Quantificação do antígeno do fator de von Willebrand, onde avaliamos a quantidade da glicoproteína presente na circulação; 3- Atividade de co-fator de ristocetina, este teste reflete a atividade funcional do FvW.”

“De uma forma geral, os pacientes com desordens hematológicas já sabem de sua condição, o que permite a tomada de precauções antes de procedimentos cirúrgicos. Embora em alguns casos o cirurgião-dentista (CD) pode suspeitar da presença de algum problema após uma exodontia com tempo de sangramento aumentado. [...] história de sangramento nasal, hematomas freqüentes, sangramento menstrual intenso e sangramento espontâneo.” São outros fatores que podem levar ao diagnóstico.

“Quando o dentista atende um paciente que possui um distúrbio hemorrágico o médico do paciente deve ser consultado e a conduta do tratamento dentário discutida em detalhes.”

“Antes do procedimento odontológico o clínico deve avaliar qual o tipo de discrasia presente e o potencial hemorrágico do procedimento a ser realizado.”

“Pacientes considerados graves devem ser hospitalizados para receberem tratamento odontológico de risco moderado como: raspagem subgengival, alisamento radicular, procedimentos restaurados com preparação subgengival, exodontia simples, anestesia local regional; e de alto risco como: procedimentos cirúrgicos extensos.”

“As formas mais discretas ou menos graves da DvW costumam passar despercebidas, embora sejam as que mais causam sangramento gengival, são as mais comuns no Brasil.”

“O tratamento apropriado para a DvW depende dos sintomas e do tipo da doença. Existem duas opções terapêuticas: uma envolvendo o uso de criopreciptado, uma fração do plasma rico em fator de von Willebrand, ou concentrado de fator VIII e outra, que evita o uso do plasma, é o emprego da 1-desamino-8-D-arginina vasopressina (DDAVP) ou desmopressina. Esta última opção é mais apropriada aos pacientes com doença do tipo I, ela tem a propriedade de melhorar a interação entre as plaquetas e o subendotélio.”

“O uso de aspirina é rigorosamente contra indicado por causa de seu efeito adverso no funcionamento das plaquetas sangüíneas. As hemorragias poderão ocorrer, se os pacientes utilizarem medicamentos que contenham aspirina.”

“Todos os autores incluídos no artigo foram unanimes em afirmar que a DvW é uma doença hemorrágica hereditária causada por uma alteração quantitativa ou qualitativa do FvW que é uma glicoproteína multimérica heterogênea com duas importantes funções biológicas: facilita a adesão plaquetária nos locais de lesão vascular e serve como transportador plasmático do fator VIII coagulante (Fator anti-hemofílico).”

“De acordo com Marques, os pacientes com DvW não apresentam um risco cirúrgico aumentado se for realizada uma terapia adequada.”

“Pode ser concluído que o cirurgião-dentista deve estar atento à possibilidade de problemas hemorrágicos e que profissional que irá atender o paciente portador da doença de von Willebrand deve estar em contato com o hematologista do paciente, solicitar exames pré-operatórios e implementar medidas preventivas em relação a ocorrência de hemorragias.”

Fichamento 3

Doença periodontal em indivíduos com Síndrome de Down: enfoque genético

Lícia Bezerra CAVALCANTE1
Juliana Rico PIRES1
Raquel Mantuaneli SCAREL-CAMINAGA1

1 Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Odontologia, Campus Araraquara. Rua Humaitá, 1680, Centro, 14801-903, Araraquara, SP, Brasil. Correspondência para / Correspondence to: RM SCAREL-CAMINAGA. E-mail: <raquel@foar.unesp.br>.

RGO, Porto Alegre, v. 57, n.4, p. 449-453, out./dez. 2009


“Em 1959, Jerome Lejeune, em Paris, e Patricia Jacobs na Escócia, simultaneamente, descobriram que a Síndrome de Down ocorre pela presença de um cromossomo 21 extra2-3. Dois anos mais tarde, um importante grupo de vinte pesquisadores assinou uma carta publicada no The Lancet, solicitando à comunidade científica que interrompesse o uso do termo Mongolismo para designar indivíduos com Síndrome de Down. Eles propuseram que se utilizasse o termo Anomalia da Trissomia do cromossomo 21.”

“A Síndrome de Down é a mais frequente das cromossomopatias, ocorrendo em um a cada 600 a 1 000 nascidos vivos7. A idade materna está diretamente relacionada com a geração de filhos com Síndrome de Down, ou seja, em uma mulher com quarenta anos, a chance de ter um filho afetado é de uma para cem nascidos vivos5. A explicação mais provável para o efeito da idade materna na maior predisposição a gerar um filho com Síndrome de Down é o envelhecimento do gameta feminino, pois a gametogênese fica estacionada por muitos anos, no fim da prófase I”

“A Síndrome de Down é uma condição complexa, com mais de trinta características clínicas que são bastante variáveis entre os afetados e estão relacionadas com a superexpressão de genes específicos que se encontram no cromossomo 218. Entre as características clínicas importantes em indivíduos com Síndrome de Down estão: hipotonia (99%), microcefalia (85%), malformações cardíacas (50%) e gastrointestinais congênitas (3%), deficiências no sistema imune, instabilidade atlanto-axial, maior incidência de ataques convulsivos e de leucemia (15 a 20 vezes maior), perda audi-tiva, hipotireoidismo e anomalias oculares [...] Entre as características observadas nos indivíduos com Síndrome de Down, somente duas ocorrem em praticamente 100% dos casos: retardo mental e modificações neuropatológicas, idênticas às observadas em indivíduos com a Doença de Alzheimer (em indivíduos com Síndrome de Down de mais de 35 anos)”

“Apesar da maior frequência de distúrbios clínicos importantes, indivíduos com Síndrome de Down que recebam o mais precocemente possível cuidados médicos e odontológicos adequados, além de educação que atenda às suas necessidades especiais, podem ter um bom desenvolvimento neuromotor e da capacidade de socialização, de forma que eles e seus familiares podem possuir uma boa qualidade de vida.”

Doença periodontal em indivíduos com Síndrome de Down
“Palato ogival, macroglossia, língua fissurada, prevalência reduzida de cáries e aumentada de doença periodontal são as principais manifestações orais da Síndrome de Down5. Também são observados dentes conóides, oligodontia e retardo na erupção dentária.”

“A prevalência reduzida de cáries em crianças com Síndrome de Down pode ser devida ao menor número de Streptococcus mutans na saliva e maior pH salivar12. A prevalência de doença periodontal em adolescentes com Síndrome de Down é de 30% a 40%, sendo que em indivíduos próximos aos trinta anos essa porcentagem sobe para cerca de 100%.”

“Indivíduos com comprometimento intelectual apresentam higienização oral precária e esse é um fator importante para o surgimento da doença periodontal. Entretanto, a higienização oral precária não é capaz de, isoladamente, explicar a destruição periodontal severa que ocorre nos indivíduos com Síndrome de Down, pois se observou que a prevalência de doença periodontal foi maior em crianças com Síndrome de Down do que em crianças com semelhante retardo mental. [...] Em outro estudo seme-lhante, foram analisados pacientes com Síndrome de Down e estes foram pareados por idade com pacientes com retardo mental, mas sem Síndrome de Down. Observou-se que os indivíduos com Síndrome de Down apresentavam prevalência muito maior de doença periodontal.”

“A ocorrência de todas as espécies testadas aumentou gradualmente com a idade (até 13 anos), mas manteve a prevalência significativamente maior no grupo Síndrome de Down.”

“Alguns fatores são propostos para explicar a prevalência e a severidade aumentada da destruição periodontal associada com a Síndrome de Down. Sabe-se que os indivíduos com Síndrome de Down apresentam algumas alterações no sistema imune. Embora o número de neutrófilos e monócitos seja normal, suas funções de quimiotaxia e fagocitose são diminuídas.”

“Outra característica peculiar do sistema imune dos indivíduos com Síndrome de Down é a superexpressão da enzima superóxido-dismutase 1 (SOD 1), cujo gene está localizado no cromossomo 21. Essa enzima converte rapidamente superóxidos em peróxido de hidrogênio. Devido à trissomia, encontram-se níveis da enzima 50% a 150% mais elevados quando comparados ao controle. Esses altos níveis são capazes de provocar nos polimorfonucleares (PMN) drástica redução de superóxidos, diminuindo a capacidade dessas células de agir contra microorganismos que requeiram estritamente superóxidos para serem destruídos.”

“É possível imaginar que, devido às particularidades do sistema imune de indivíduos com Síndrome de Down, e pela superexpressão de genes contidos no cromossomo 21, a cinética da doença periodontal pode mostrar diferentes padrões de ativação e inibição de citocinas e enzimas durante a evolução da doença.”

Perspectivas para o futuro
“As avançadas técnicas moleculares e as informações obtidas com a genômica deverão ser utilizadas, em um pri-meiro momento, para conhecer as diferenças que a condição da trissomia do 21 traz, em relação aos indivíduos euplóides. A partir daí, tais informações poderão ser empregadas na busca de possíveis tratamentos que visem melhorar a saúde dos indivíduos com Síndrome de Down e aumentar sua qualidade de vida e de seus familiares.”

“A investigação de padrões de expressão dos genes do cromossomo 21 e sua provável influência na transcrição de outros genes permitirão compreender melhor sistemas biológicos inteiros [...] e assim contribuir com o estudo de outros males, como a Doença de Alzheimer. Na periodontia, o conhecimento da imunogenética dos indivíduos com Síndrome de Down poderá trazer soluções mais eficientes para esses pacientes especiais em termos de tratamento.”

Fichamento 2

Aspectos genéticos e imunológicos da periodontite agressiva

Miguel Angel MuñozI; Rafael BaggioI; João Paulo SteffensI; Fábio André SantosII; Gibson Luiz PilattiII

IMestrandos em Odontologia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
IIDoutores em Periodontia pela Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual Paulista (FOAr/Unesp). Professor de Periodontia na UEPG.

RSBO (Online) vol.7 no.1 Joinville mar. 2010

“Fatores genéticos e ambientais estão associados à susceptibilidade do paciente à PA. Alguns polimorfismos têm sido relacionados com a intensidade da reposta do hospedeiro ao biofilme dental.”

“A agregação familiar é uma ocorrência comum na PA. A explicação para essa agregação seria a transmissão de polimorfismos genéticos que alteram a susceptibilidade do hospedeiro à doença, exacerbando a resposta inflamatória. O polimorfismo IL-6 (-174GG e -1480CC) aumenta a susceptibilidade à doença e pode ser transmitido verticalmente.”

“Diante dos microrganismos do biofilme dental, os neutrófilos liberam quimiocinas, citocinas e moléculas de adesão, as quais promovem o recrutamento de novos neutrófilos e células de defesa, iniciando o processo inflamatório. As enzimas lisossomais e os radicais de oxigênio liberados pelos neutrófilos possuem poder antibacteriano, ao mesmo tempo em que proporcionam destruição periodontal.”

“A PA pode ainda ser subdividida em localizada ou generalizada, de acordo com sua extensão. Para a Academia Americana de Periodontologia (AAP), a forma localizada da doença apresenta forte resposta de anticorpos serosos aos agentes infectantes, ao contrário da generalizada.”

Em estudos realizados “Os resultados demonstraram que pacientes com PA localizada tenderam a exibir menores respostas de anticorpos a nove das 15 espécies analisadas, inclusive para os importantes patógenos Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Porphyromonas gingivalis e Tannerella forsythia. Porém, de maneira geral, a análise estatística não apresentou diferenças entre as respostas de anticorpos nos dois subtipos da doença.”

“Foram realizadas coletas de urina, saliva e fluido crevicular gengival em bolsas profundas. A quantidade de neopterina encontrada na saliva, mas não na urina, foi estatisticamente superior nos pacientes com a doença do que nos do grupo controle. No fluido gengival, a diferença ocorreu em relação à quantidade total de neopterina, mas não a sua concentração líquida. Os autores concluíram que a neopterina está envolvida na PA e que tal conhecimento é importante para o entendimento dos mecanismos da doença periodontal.”

“Dez amostras gengivais de pacientes saudáveis ou com gengivite e dez amostras de pacientes com PA foram coletadas para análise do número de células T e de citocinas presentes. As quantidades de CD3+ e CD4+ estavam diminuídas em pacientes com a doença, enquanto não houve diferença na quantidade de CD8+ nos dois grupos.”

“O biofilme dental é indiscutivelmente o agente etiológico primário da PA. Apesar de a AAP aceitar que muitas vezes a quantidade de cálculo/biofilme dental presente não é compatível com a destruição tecidual apresentada, a presença de cálculo supragengival foi considerada um fator de risco para a doença em uma população brasileira O fato de diferentes citocinas serem relacionadas ou não com a doença suporta a ideia de que a susceptibilidade varia entre raças, regiões e países, impossibilitando uma conclusão universalmente aceita sobre o papel de um determinado genótipo na susceptibilidade à doença.”

“Significa que uma informação universalmente aceita sobre qual genótipo mais se relaciona com a PA deve ser compreendida à luz da população estudada”

“A PA leva a um aumento na concentração sérica de diversas substâncias indicadoras de processo inflamatório, como mediadores químicos e citocinas pró-inflamatórias, além de apresentar resposta de anticorpos aos diferentes periodontopatógenos. Por essa razão, há uma preocupação ascendente com a inter-relação entre doença periodontal e saúde sistêmica, alvo de investigações e ampla discussão na literatura odontológica.”

“Por meio de algum mecanismo, a linha de defesa do organismo oferece uma resposta exacerbada a um estímulo externo (biofilme dental) que, ao mesmo tempo em que combate o agente agressor, promove destruição tecidual considerável.”

“Recentemente, demonstrou-se que a transmissibilidade da PA envolve alguns poucos loci, cada um com relativamente poucos efeitos. Isso é importante para que, no futuro, haja testes de susceptibilidade genética ou predisposição ao desenvolvimento da doença, intensificando o controle em pacientes predispostos.”

LEGENDA
·         PA - periodontite agressiva;
·         AAP - Academia Americana de Periodontologia

Fichamento 1

Diabete e Periodontite: a hora e a vez da medicina periodontal

  • Mário Augusto Brondani  ( brondani@interchange.ubc.ca )
    Cirurgião dentista, mestre em Gerontologia by IGG – Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS, PhD student at Faculty of Dentistry, Department of Oral Biology
·         Adriana Rigo Brondani
Fonoaudióloga, especialista em linguagem
·         Ângelo José Gonçalves Bós
Médico, geriatra, PhD

“À luz do início das últimas décadas, a revolução nas diversas áreas da medicina, seja a exemplo da antibiótico-terapia, seja das técnicas cirúrgicas, influenciaram positivamente no sentido de um envelhecimento mais amplo da população. Em decorrência disso, estamos vivendo mais. Entretanto, doenças crônicas presentes no envelhecimento ainda conferem uma alta morbidade e mortalidade ao idoso, sem falar na diminuição da qualidade de vida.”

“A cavidade bucal do idoso, por exemplo, passa a apresentar uma alta incidência das doenças, cárie (destruição dos tecidos duros dos dentes) e periodontal (destruição dos tecidos de sustentação dos dentes). Igualmente o organismo como um todo passa a desenvolver inúmeras doenças crônico degenerativas sistêmicas, a exemplo da diabete e doença de Alzheimer. Entretanto, tais patologias não têm como causa o processo de envelhecimento em si, mas se apresenta idade-relacionada.”

“A associação entre doença periodontal e diabete. Sendo ambas patologias altamente incidentes nos idosos, já existe uma grande aceitação de uma influência negativa dessa sobre a periodontite.”

Diabete
“Basicamente, a diabete mellitus pode ser definida por três sintomas: polidipsia, poliúria e polifagia. Os mesmos podem ser causados seja pela tolerância alterada à glicose, seja pelo metabolismo alterado de lipídios e carboidratos. Constitui ainda a principal perturbação homeostática glicêmica. É resultante da insuficiência relativa ou absoluta de insulina, resultante tanto pela baixa produção desta pelo pâncreas como também pela falta de resposta dos tecidos periféricos à insulina.”

“Diabete mellitus tipo 1: 10% dos casos. Geralmente acomete indivíduos jovens, [...]maioria dos pacientes são magros, dependem da insulina para seu controle metabólico.”

“Diabete mellitus tipo 2: 90% dos casos. [...] Inicia após os 40 anos, onde a maioria dos pacientes é obesa e o controle glicêmico dá-se pela dieta, exercícios físicos e hipoglicemia oral. Geralmente são estáveis.”

Doença periodontal
“O papel da placa bacteriana como principal fator etiológico da doença periodonatl é bem evidente. O seu acúmulo sobre dentes e próteses e na região subgengival leva à formação do tártaro dental. A junção entre placa bacteriana e tártaro leva à formação de bolsas periodontais, junto à raiz do dente e, consequentemente, à perda óssea alveolar. Deixada ao seu curso, a doença periodontal ou periodontite acarreta a perda do dente, bem como uma perda óssea alveolar.”

“Essa patologia evolui, ao contrário do que se pensava anteriormente, não de maneira lenta e gradual, mas por meio de surtos de atividade periodontal destrutiva. Entretanto, devido a diferentes graus de susceptibilidade (fatores de risco específicos próprios) entre diferentes indivíduos e entre dentes de um mesmo indivíduo, poderemos encontrar variações (11). Atualmente, parecem ser as periodontites moderadas não tratadas as que oferecem os maiores riscos à saúde geral.”

“Os trabalhos de Genco e Grossi mostram que a doença periodontal severa pode coexistir freqüentemente com o diabetes melito severo, e que o diabetes é um grande fator de risco para a doença periodontal severa, constituindo assim uma mão dupla de interferência.”

“Cohen e Friedman, através de um estudo longitudinal de 3 anos concluíram que os indivíduos com diabete tipo II apresentam uma maior dificuldade cicatricial conjuntamente com um aumento da sensibilidade a várias complicações.”

“Um estudo clássico realizado entre os índios Pina, uma população que apresenta uma alta prevalência de diabete tipo 2 entre seus membros, mostrou que aqueles pacientes diabéticos apresentavam sempre uma maior incidência de periodontite, com correspondente maior inflamação gengival.”

“Oliveira e Carvalho estudaram dois grupos de pacientes: um com bom controle glicêmico da diabete e outro com um controle precário. Apesar de não terem encontrado diferenças significativas entre os grupos, aqueles com controle precário apresentaram maior intensidade e severidade da doença periodontal.”

“O controle metabólico glicêmico do paciente diabético favorece a uma melhora na recuperação do tratamento periodontal, bem como de sua severidade. Trabalhos científicos têm corroborado com esta afirmativa. A hiperglicemia é o principal fator complicador da diabete, uma vez que leva a formação de proteínas quimicamente irreversíveis e de difícil degradação. Em conseqüência, essas proteínas acabam por acumularem-se nos tecidos, afetando a migração e a capacidade das células de defesa.”

“Tem-se afirmado que o tratamento periodontal, quando precedido da administração sistêmica de antibióticos, melhora o controle glicêmico metabólico dos pacientes, uma vez que a presença de infecções em diabéticos aumenta a resistência à insulina, agravando a condição da doença.”

“Em termos gerais, as diferentes especialidades das ciências da saúde, em especial a medicina e a odontologia, devem estreitar relações profissionais, principalmente quando diversas patologias de ambas as áreas podem estar relacionadas e necessitando de uma abordagem multifatorial e interdisciplinar.”

“Já que a periodontite e a diabete podem caracterizar uma via de mão dupla, influenciando-se não apenas em seus cursos, mas também em seus tratamentos, pesquisas nessa área são sugeridas. Embora não se compreenda totalmente o processo biológico e químico que pode envolver tais patologias, provavelmente a maior sensibilidade à infecção, a resposta modificada do organismo e a excessiva atividade destrutiva do colágeno podem estar relacionadas.”

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Professora Amanda Gurgel do RN

ESSE É PARA TIRAR TODA E QUALQUER VENDA QUE AINDA POSSA EXISTIR.
"na nota de uma partitura, num projeto de arquitetura,
toda teoria, tudo que se inicia, todo bom começo tem um bom professor"

Replicação e Tradução do DNA




Durante a realização das tarefas da Gincana de Genética, as vezes tive a impressão que ao invés de me graduar em odontologia findarei me tornando um técnico em informática, só eu e "meu amigo Jesus" sabemos o quanto ralei para que esse vídeo tivesse esse resultado. confiram aí.

domingo, 22 de maio de 2011

OPORTUNIDADE ÍMPAR - VISITA À APAE

O professor Francisco nos propocionou uma belíssima tarde, durante visita à APAE. Conhecer essas instiruição foi de grande vália, afinal todos nós possuimos um pré-conceito (conceito pré estabelecido) de algo que não conhecemos, com bases no empirismo. E a partir de contatos diretos podemos confrontar essas ideias para melhor articulação dos nosso posicionamentos.
Visita realizada em 18/05/2011, quarta-feira.

Vejam agora registros dessa visita:

Professora Vanda, coordenadora da APAE Juazeiro do Norte

 Sala de fisioterapia na área da clínica da instituição

Saguão de recreação


 

O trabalho de artes estimula a auto-expressão possibilitando o desenvolvimento das potencialidades através da criatividade, reflexão e conhecimento de si mesmo, do outro, do espaço e da sociedade. São realizadas oficinas de pintura em tela, teatro, dança, música, artesanato em argila, biscuit e bijouterias.

 De Era em Era, a humanidade assinala seus estágios, seus reflexos, suas conquistas e suas dificuldades quando dá ao mundo interno uma forma visível ou palpável.



O telemarketing da APAE tem como objetivo fazer a divulgação, via telefone, do trabalho que a entidade realiza com os alunos, além de ter como meta principal à busca de recursos para a manutenção da estrutura e dos serviços que a APAE oferece.
O telefone da APAE pode ser usado para doações é:
 88 3571 – 1387 88 3571 – 5868

A Brinquedoteca da APAE é um ambiente preparado para criança brincar livremente, manifestando sua potencialidade e necessidades lúdicas.
 


Turma 201.1 odontologia, e alguns intrusos de outras salas..rsrsrs

Divulgação dos trabalhos do povo, 9ª tarefa da gincana

1 Visita à APAE por Lívia Karynne
http://liviakarynnelivia.blogspot.com/2011/05/momento-magico-e-unico-visita-apae.html

2 Video do Colega Caio Raul
http://caioraull.blogspot.com/2011/05/blog-post.html#comments

3 Video do João Ricardo
http://ricardoserrita.blogspot.com/2011/05/dp.html

4 Video de Eduardo Sérgio
http://eduardosergiosampaio.blogspot.com/2011/05/meu-video.html

5 Vídeo da Iasodora  Fernandes 105.1
http://emailladentineetlapulpe.blogspot.com/2011/05/gincana-da-genetica-tarefa-6.html

6 APAE por Meyre Jany
http://prontoodonto.blogspot.com/2011/05/visitando-apae.html

7 Vídeo de Loren Krsna 106.1
 http://filhotedefauchard.blogspot.com/2011/05/video-de-replicacao-de-dna.html

8 APAE por Almira Gonçalves 305.1
http://almiraodonto.blogspot.com/2011/05/visita-apae.html

9 Video de Tais Cabral
http://taisinhacabral.blogspot.com/2011/05/video-da-gincana-genetica.html

10 Video de Layanna Leite
http://layannaleite.blogspot.com/2011/05/vejam-ai-o-video-que-eu-fiz-falando-um.html

11 Video de Fernanda Gonçalves
http://feernandapinheiro.blogspot.com/2011/05/blog-post.html

Visitem o Blog Companhia do sorriso

DIVULGAÇÃO DO PAINEL DO BLOG CAMPANHIA DO SORRISO, SEJAM, TODOS E TODAS MUITO BEM VINDOS